A Cidade em Cena! Contribuições acadêmicas da Pós DAEE do IESP

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Organização

Pedro Freire de Oliveira Rossi
Alessandra Soares de Moura

O livro A cidade em cena: contribuições acadêmicas da Pós Graduação em Design e Arquitetura de Espaços Efêmeros do IESP (Pós DAEE) tem como propósito revelar alguns e mais importantes resultados de pesquisas e experiências, desenvolvidas no Curso de Pós Graduação em Design e Arquitetura de Espaços Efêmeros, do Instituto de Educação Superior da Paraíba, a Pós DAEE do IESP. Com o intuito de expandir os debates sobre espaços públicos e metodologias de apreensão da cidade, esta obra reúne reflexões sobre a trajetória do curso e sobre resultados de alguns Trabalhos de Conclusão de Curso de todas as turmas da Pós DAAE.

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Capítulo introdutório

Intervenções temporárias e marcas permanentes

Adriana Sansão Fontes

Artigos

O invisível também sangra

Maria Osmila Maia Amaral
Susana Freire de Sousa Montenegro Borba
Bruna Thalita de Palma Lopes
Mariana Pires de Sá Medeiros
Manoele Scortegagna
André Moraes de Almeida (orientador)
Amanda Florêncio de Macedo (orientadora)
Adryana Cavalcante Rozendo (orientadora)

O intuito deste trabalho é ratificar a importância da discussão e do estudo do invisível nas cidades. A partir da vontade de disseminar o “reparar” surge o presente estudo, que busca através da apresentação da série de intervenções urbanas efêmeras- “O invisível também sangra”- levantar questionamentos sobre a invisibilidade nos centros urbanos e questionar o que é invisibilidade. Através do relato da mudança temporária da paisagem, este trabalho enfatiza  a importância da qualidade do espaço público nas cidades e sua ocupação. Procura-se, também, estimular a necessidade da população abraçar os espaços urbanos invisíveis e, assim, tornar possível propor melhorias a estes lugares, gerar discussões que levem à vitalidade do lugar, tornando-o ‘visível’. Tais proposições visam incentivar os movimentos culturais bem como direcionar os órgãos públicos a apresentar e solucionar os problemas desses ambientes.

O Icó, o rio e a encantaria da baleia

Lucas Rodrigues Moreira
André Moraes de Almeida (orientador)

Recorrente de um intenso processo de urbanização, as cidades vêm se desenvolvendo negando seus recursos hídricos, sem incorporá-los ao seu contexto urbano, deixando-os às margens gerando, com isso, uma série de problemas ambientais, sociais e culturais. No município de Icó-CE a realidade não é outra, a cidade se desenvolve a parte do rio, sem inserí-lo no seu desenvolvimento, utilizando-o como depósito de lixo. Com isso, o presente estudo tem como objetivo resgatar a história e apresentar a importância do rio para a cidade, através da criação de uma intervenção urbana e de caráter efêmero, para qual se lança mão do conto da baleia adormecida, para provocar a memória, registrar e perpetuar esse imaginário coletivo e, fomentar a discussão acerca do rio.

Ponto de fuga: intervenção gráfica urbana como ferramenta de comunicação

Marcelo Granja Falcone de Melo
Amanda Florêncio de Macedo (orientadora)

O presente artigo relata como foi implementada a oficina intitulada Ponto de Fuga, realizada durante o X Encontro Regional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (EREA) em janeiro de 2018, na cidade de Recife-PE. Este artigo se propõe a relatar e expor fotograficamente os resultados da oficina. Trata-se de uma reflexão oriunda de uma vivência em andamento e, portanto, sem pretensão de respostas conclusivas, resultados definidos ou objetivos de reflexão, a ideia da oficina era passar uma das técnicas de grafismo. A palavra italiana graffiti, traduzida para o português grafito ou grafite em sua acepção mais recente, refere-se à prática contemporânea de escrita-desenho em paredes e muros. Reconhecendo o grafismo urbano como uma importante ferramenta de diálogo e questionamento e demonstrando o processo em que estes participantes assimilam e interiorizam diversos elementos do espaço urbano processando-os e com eles interagindo para passarem sua mensagem em forma de mural.

Aqui (também) podia morar gente: intervenção no centro de Campina Grande

Beatriz Brito Mendes
Alessandra Soares de Moura (orientadora)

No início do século XX as cidades brasileiras passaram por um intenso processo de urbanização. O adensamento populacional e o crescimento da malha urbana provocaram intensa modificação na estrutura física e social dos municípios, criando espaços profundamente desiguais. O mercado imobiliário controla o funcionamento das cidades, o alto preço da terra e a especulação imobiliária criam espaços que não cumprem a função social da propriedade. Uma pesquisa recente mostrou que em Campina Grande, na Paraíba, cerca de 80% das edificações ocupadas por comércios e serviços, no Centro da cidade, apresentam seus andares superiores sem uso ou ociosos. O presente trabalho denuncia a existência desse conjunto de vazios urbanos centrais, através de uma intervenção urbana de caráter efêmero. A distribuição das etiquetas ‘aqui (também) podia morar gente’ questiona a má utilização do solo urbano na área central da cidade e a falta de investimento em habitação popular digna, enquanto grande parcela da população de baixa renda é obrigada a viver em más condições de habitabilidade. A intervenção tem o objetivo de provocar a população e usuários do espaço e cobrar providências do poder público municipal, contribuindo para construção de uma cidade mais justa, democrática e sustentável.

Pauta coreográfica para dançar [com] a cidade: em busca de cartografias urbanas emergentes

Iale Luiz Moraes Camboim
André Moraes de Almeida (orientador)

Este texto apresenta e discute uma proposta de intervenção artística efêmera para ser realizada em espaços públicos urbanos. Como trabalho de conclusão da pós graduação em Design e Arquitetura de Espaços Efêmeros do IESP (João Pessoa, Paraíba), a proposta buscou mobilizar uma série de conceitos interdisciplinares que reforçam uma ideia de cidade, lugar da simultaneidade; uma ideia de corpo, maleável, sensível às afetações do seu entorno; e uma ideia de “dança situada”, feita na rua e com a rua. Com base nesses conceitos, pude conceber uma pauta coreográfica para dançar [com] a cidade. Essa pauta, impressa em forma de lambe, foi afixada em alguns espaços públicos de três cidades brasileiras: São Paulo (SP), Recife (PE) e João Pessoa (PB). Para cada uma dessas cidades, segui as orientações da pauta e realizei a proposta de intervenção. Ao longo do texto, exponho os conceitos que conduziram o meu processo de criação, bem como relato as experiências geradas pela dança, nos três espaços públicos escolhidos. Por meio desta pauta coreográfica, convido as pessoas a dançar [com] suas cidades e registrar suas experiências, refletindo sobre o que fica gravado nos seus corpos como rastro de uma vivência corporificada.

No Centro Tem: Projeto fotográfico sobre o cotidiano e as práticas urbanas no bairro do Centro de João Pessoa/PB

Ana Raquel Belmont Cardoso
Priscila Oliveira Cabral
Alessandra Soares de Moura (orientadora)

O projeto “No Centro Tem” é um registro das dinâmicas urbanas que ocorrem nos bairros do Centro e do Varadouro em João Pessoa/PB, realizados através de derivas fotográficas, com o intuito de questionar sua “invisibilidade” e de descobrir o cotidiano desses espaços. O projeto é um elogio à cidade de João Pessoa, mas é também um relato da transformação de duas arquitetas e urbanistas ao perceber o urbano e, principalmente, uma prova de como o Centro da cidade de João Pessoa tem vida e pulsa. O projeto finaliza com a instalação de murais com alguns desses registros fotográficos nos locais onde foram feitos.

Intervenções urbanas: um estudo de caso da intervenção “Procura-se quem me abandonou”, do Coletivo Carrapixo

Andrea Paula de Queiroz Nunes
Laysa Brunelly Macedo Pinto
Mariana Costa Tavares de Melo
Alessandra Soares de Moura (orientadora)

O processo de modernização do século XX no Brasil alterou o ritmo de crescimento das suas cidades, com um rápido adensamento populacional e um espraiamento da malha urbana. Transformações na estrutura urbana que refletem no processo de uso e ocupação do solo, por exemplo, nos vazios urbanos ou edificações vacantes. Na medida em que surgem novos lugares, sejam eles edificados ou não, outros deixam de ser protagonistas, chegando até à deterioração. Além disso, os problemas com o abandono desses espaços não interferem só no seu produto, refletem e desequilibram todo o entorno que está inserido. Neste contexto, o “Coletivo Carrapixo” desenvolveu, no ano de 2017 uma intervenção urbana intitulada “Procura-se quem me abandonou”, que teve a missão de problematizar os vazios urbanos e as edificações abandonadas, através da ideia de que essa situação, o abandono, não é uma opção. Assim, esse artigo tem como objetivo analisar a intervenção urbana, realizada na cidade de João Pessoa/PB, sob a perspectiva do urbanismo tático. Entre as principais conclusões deste trabalho está a reverberação que uma intervenção pode resultar, trazendo à tona diversas questões no cotidiano do ser urbano, bem como a criação de uma cartilha para reprodução dessa ideia.

O comerciante informal ambulante e suas técnicas de exposição no Recife

Melissa Guaraná Lins Caldas
Rebecca Vanessa Bandeira Rodrigues de Souza (orientadora)

O comércio ambulante informal no Recife atua de forma efêmera por toda cidade, fazendo parte de diversas cenas urbanas. E, através de referências históricas, relacionamos suas atividades com as dos mascates que atuavam na capital por volta do século XVII.  A prática dos ambulantes é extremamente viva, barata e maleável, permitindo que suas atividades sejam adaptáveis a mudanças de poder aquisitivo do público, do trajeto e da demanda. Esses agentes podem atuar em incontáveis cenas urbanas, por vezes introduzido nos corredores cotidianos dos transeuntes, inseridos em regiões turísticas ou aproveitando eventos esporádicos da cidade. Tendo um papel importante na economia local, visto que confere poder de compra aos consumidores que usufruem de suas mercadorias e aos próprios vendedores. Encontrar e analisar as técnicas de abordagem e atratividade desses comerciantes ao público, é o objetivo principal deste artigo. Baseando-se na teoria do visual Merchandising e buscando uma relação entre o conceito estabelecido e as práticas espontâneas dos comerciantes. Análise, a qual, define os ambulantes como agentes atentos e criativos.

Resistência no Graffiti e na Pixação: a cidade de João Pessoa como estudo de caso

Paulo Roberto de Oliveira Silva
Priscila Rayane Varella de Sena
Rosângela Pereira Freitas
Maria Botelho Lima (orientadora)

Intervindo no espaço urbano, o graffiti e a pixação vêm conquistando adeptos e admiradores na cidade de João Pessoa, Paraíba. Ruas, praças e parques ganham novo significado com estas produções efêmeras que exaltam, em sua maioria, questões políticas e sociais. Estampando em muros, fachadas e viadutos reivindicações por meio de palavras e traçados, estes atores expressam seus pensamentos, confrontam ideologias e colorem a cidade. Entender a relação destes movimentos com a representatividade e ativismo motivou a produção deste artigo.

Contribuições errantes para a intervenção urbana: caminhar como prática de transformação na experiência e representação da intervenção urbana

Luiza de Farias Melo
Alessandra Soares de Moura (orientadora)

O crescente número de arquitetos e artistas preocupados com os predicados afetivos das cidades denuncia a urgência e a proporção que a apatia tomou nos centros urbanos. A relação imbricada entre esta indiferença e o carro tem raiz comum porque, ao dirigir, o motorista não pode ser distraído pelo espaço, mas deve apenas atravessá-lo narcoticamente. Em contraposição a isso, Francesco Careri (2013) aponta a prática do caminhar como primeiro ato de intervenção no espaço, um modo de apropriação do ambiente. O atrito moderno entre a ultra-funcionalidade e o afeto suscitou reflexões sobre caminhar enquanto prática estética e filosófica, simbólica e transformadora. Isto posto, levando em consideração a bagagem dos poetas das cidades modernas até os artistas contemporâneos: a experiência de percorrer os espaços urbanos pode permitir um despertar da anestesia e ressiginificação das cidades contemporâneas? Como o caminhar urbano pode ampliar as possibilidades e pluralidades da intervenção urbana buscando outros modos de experimentação das cidades? Este texto dedica-se às possibilidades de leitura e experimentação para a intervenção urbana pelo caminhar, utilizando-o para arriscar outros modos de vivência coletiva e também representação simbólica deste complexo sistema de relações sociais, culturais e políticas de constante disputa que é a cidade contemporânea.

Praça para crianças: um espaço público dotado de símbolos

Marcus Vinícius Leandro Amaral Cavalcante
João Faissal Gomes (orientador)

Este trabalho enfatiza a relação entre crianças (9 aos 12 anos), espaço arquitetônico, entorno, através de uma análise cotidiana, no abandono de um espaço público na cidade de Belo Jardim – PE, no Bairro Morada Nobre. Levando em conta o porquê do não uso do mesmo, e como esse espaço poderia implicar na vida das crianças, ou seja, o bem-estar, desenvolvimento, quebra de bloqueios e socialização. O trabalho realizado em conjunto com as crianças, resulta na percepção e ressignificação de um espaço antes não notado pela maioria delas.  Com base no contexto, o objetivo geral desperta uma visão sobre o espaço, como podemos utilizá-lo, seguindo um roteiro de observação e conhecimento do bairro a fim de um intervenção: “o despertar da praça”, levando em conta a criatividade, interdisciplinaridade e, assim, resultar em uma proposta de um futuro projeto “Playground Efêmero”. Sendo o objetivo específico transmitir conhecimento para vida das crianças, valorizar o espaço público, analisar o entorno e discutir propostas a fim de quebrar bloqueios.

Urbanismo tático: um estudo da intervenção na comunidade Salinas Ribamar – Cabedelo/PB

Mirna Sousa Linhares
Amanda Florêncio de Macedo (orientadora)

Objetivo do presente artigo é refletir sobre a Intervenção realizada na comunidade de Salinas Ribamar – Cabedelo/PB, fruto do Workshop Internacional DAEE e Boa Mistura, levando em consideração as contribuições para revitalização da cidade e a abordagem tática participativa diante de uma agenda urbana neoliberal. Nesse intuito, foi utilizada a metodologia de Taxonomia do Urbanismo Tático (FARIAS, 2018) para melhor entender onde, sob quais condições e quais são os métodos e consequências para quem são realizadas as ações táticas e, a partir daí, avaliar a possibilidade do Urbanismo Tático fazer frente ao Urbanismo Neoliberal. A Intervenção resultou em mútua construção de consciência, senso coletivo e conquistas do direito à cidade que se estabeleceu durante o processo, no qual todas as partes tiveram oportunidade de se inserir socialmente no contexto e viveram momentos de diálogos e lazer.

O urbanita quântico: transformando o si mesmo, transformando a cidade

Mário César Rodrigues Freitas Lins Filho
João Faissal Gomes (orientador)

O presente trabalho relata e justifica o desenvolvimento de uma oficina de intervenção experimental oferecida na cidade de São Paulo, em novembro de 2018. Serão apresentadas duas abordagens quanto à relação dialética do urbanita e a cidade, pautando-se, primeiramente, em paralelos traçados pelo PhD. B. Alan Wallace acerca das teorias da física quântica contemporânea e postulados da tradição contemplativa Budista Tibetana. A discussão seguinte apresenta teorias e práticas da Internacional Situacionista e seu fundador Guy Debord sobre o processo de espetacularização, focada na questão ao espaço. Após breve justificativa quanto à motivação dos trabalhos, relatam-se as etapas da oficina em si, partindo da operacional, passando por uma apresentação metodológica e seguindo para a essência e objetivo final desta: conduzir um processo de transformação terapêutico em meditação para compartilhá-lo numa intervenção urbana capaz de inspirar outros urbanitas a vivenciarem o mesmo. Dentre inúmeras conclusões, incita-se a reflexão quanto a substancialidade (e validade) na interlocução entre as distintas teorias sobre a natureza da Realidade e a pesquisa, produção acadêmica e intervenção artística no meio urbano.

Desopilabs: humanizando o espaço expositivo corporativo através da interação criativa no espaço

Maria Eduarda Azevedo Teles de Paiva
Rebecca Vanessa Bandeira Rodrigues de Souza (orientadora)

O cenário de exposições de eventos interativas tem crescido gradualmente nos últimos anos em todo mundo, buscando tornar o espaço das feiras mais humanos e estimulantes aos visitantes através de soluções engenhosas e criativas para o espaço. Foi inspirado nessas referências que surgiu a proposta da criação de uma exposição com o olhar voltado para a interatividade e humanização do espaço. O Congresso de Criatividade e Gestão de Pessoas, CRIARH, evento corporativo de criatividade e gestão , possibilitou a criação de laboratórios criativos em sua feira de expositores. Os laboratórios criativos são espaços que permitem que os usuários tenham experiências sensoriais ativas, através de um ambiente lúdico, de forma que seja possível desenvolver habilidades individuais e coletivas. O usuário desopila a tensão criativa do momento e estimula a sua mente. É a grande virada para facilitar a ideação.

O corpo da roupa: relato de experiência da montagem de uma instalação

Geóstenys de Melo Barbosa
Girleide Maria Mangueira Batista
Maria Botelho Lima (orientadora)

O CORPO DA ROUPA é o nome de uma Instalação artística temporária idealizada para o projeto final da Pós-Graduação em Design e Arquitetura de Espaços Efêmeros do IESP (Instituto de Educação Superior da Paraíba). O objeto exposto são roupas não vestíveis que questionam o corpo, baseando-se nas conexões das sociedades atuais – as relações humanas, a informatização, a internet móvel, a globalização. Essa Instalação, por seu caráter efêmero e metafórico, transmite total fragilidade até que se perceba a força e a rigidez de suas conexões com o mundo atual, ao mesmo tempo que se assemelha com a sociedade em que vivemos. A experiência e o processo são o foco principal nesse projeto, onde investigamos também a interatividade entre a obra, o espaço e o público, visando principalmente o conceito artístico do trabalho.

Vitrine viva: uma experiência sobre resistência no espaço público

Vanessa Henriques Batista
Maria Botelho Lima (orientadora)

Este presente artigo consiste em apresentar o caminho da elaboração da Vitrine Viva: uma proposta projetual de intervenção urbana no Ponto de Cem Réis, localizado no centro antigo da cidade de João Pessoa-PB. Em seu processo elaborativo foram realizadas pesquisas bibliográficas, vivências e experiências in loco, análise do entorno arquitetônico e comportamento dos usuários da praça, estudos de correlatos que culminaram em reflexões, pensamentos e em um conceito condutor para o desenho da vitrina, que mostra como ela, também, se torna um discurso pertinente, que conta uma história em forma de texto visual e é, sem dúvida, um meio de intervir e questionar o lugar.

Sinto muito: cenografia encaixotada

Augusto Serquiz
João Faissal Gomes (orientador)

Ao fazer uma interpretação visual e sonora de uma obra musical, passamos por vários estágios de abstração e sinestesia. Comumente, este é um processo sensorial individual e introspectivo que nos leva a viajar em nossas próprias paisagens mentais. Assim, utilizando recursos descritivos e filosóficos, objetivo compartilhar o processo criativo, assim como uma visualização mais ampla da minha jornada mental até o objeto final deste trabalho – A cenografia de palco para o lançamento do álbum “Sinto Muito” da banda Mahmed.